Modelo só tem motor 1.6 e deixa de contar com opção de tração 4x4. Preços a partir de R$ 71,8 mil.
Novo Renault Duster 2021. Foto: Victor Eleutério / La Imagem / Renault
A Renault lançou oficialmente nesta quarta-feira (4) a segunda geração do Duster nacional. O utilitário esportivo fabricado em São José dos Pinhais manteve a mesma plataforma, mas passou por profunda mudança no interior, sobretudo no painel e quadro de instrumentos, e importantes alterações na carroceria.
Muitas das novas linhas externas sugerem ainda maior robustez do que o desenho apresentado no primeiro Duster, lançado em 2011. As diferenças mais perceptíveis, porém, estão mesmo na dianteira — com novo conjunto ótico e assinatura em LED, grade e capô redesenhados — e traseira, com lanternas que lembram as do concorrente Jeep Renegade.
No entanto, foram modificadas também as janelas e para-choques, cujos ângulos de ataque e saída agora são de 30 e 34,5 graus, respectivamente, o que facilita transitar em terrenos irregulares.
Esse reforço para melhorar o comportamento off road, porém, não chega a compensar uma baixa importante. A linha Duster 2021 não contará com versão 4X4. “Era uma opção que representava de 3% a 4% das vendas do modelo apenas”, justificou Frederico Goyret, diretor de marketing, que, entretanto, não descartou integralmente a volta a tração nas quatro rodas no futuro.
Junto com a tração 4 x4, a Renault aposentou também o motor 2.0 na nova linha. As quatro versões de acabamento disponíveis do SUV só contarão com o atual 1.6 SCe, mas que ganharam sistema start-stop para redução de consumo, um ponto fraco dos SUVs da Renault.
Com exceção da Life, dedicada ao público PCD, cujo valor será anunciado mais para frente, a Renault divulgou os preços das outra quatro versões disponíveis na rede de revendas em mais duas semanas: Zen com transmissão mecânica por R$ 71,8 mil, Zen CVT X-Tronic, R$ 78 mil, Intense CVT X-Tronic, R$ 83,5 mil e Iconic CVT X-Tronic R$ 87,5 mil.
Em comum, além do motor, têm a sensível melhoria de do nível de conteúdos de segurança e conforto com relação à geração anterior. Desde a Life, por exemplo, o SUV tem controles eletrônicos de estabilidade e tração, além de auxílio de partida em rampa, airbags, computador de bordo e airbags.
Já a partir da ZEN, o ar condicionado passa a ser digital e são acrescidos sensor de estacionamento, piloto automático, câmera de ré e multimidia. As versões topo podem contar ainda com quatro câmeras externas.
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A Renault não revela qual sua expectativa de vendas para o novo Duster, que participa do SUV B, segmento que respondeu por 16,1% do mercado interno no ano passado, seis vezes mais do que em 2011, quando a primeira geração do utilitário esportivo foi lançada.
Desde então, a Renault já vendeu 280 mil e produziu 385 mil unidades do Duster no Brasil. No mundo, já são mais de 3,2 milhões de veículos, que saíram de fábricas de cinco países.
No ano passado o Duster foi apenas o 9º SUV mais vendido no mercado interno, com 26,1 mil licenciamentos e 4,3% de participação. Ficou logo atrás do próprio Captur, que assumiu a condição de utilitário esportivo mais vendido da marca em 2018, um ano depois de seu lançamento.
Só mesmo em 2012, seu primeiro ano integral nas concessionárias, o Duster liderou o segmento. O recorde de vendas do modelo, entretanto, foi registrado no ano seguinte: 50,2 mil unidades negociadas, que garantiram o segundo posto.
O Renault manteve o segundo posto em 2014, caiu para terceiro em 2015, para o quarto em 2016 e para o sétimo lugar em 2017. Mais do que o fato de estar há cinco anos no mercado sem grandes alterações, a queda no ranking esteve ligada à chegada de diversos concorrentes de várias marcas a partir de 2014.
Um deles, o Jeep Renegade, estreou em 2015 já como o segundo SUV mais vendido e desde então domina o segmento ao lado do também Jeep Compass. Somados, eles respondem por 21% das vendas de utilitários esportivos no Brasil. Captur e Duster têm 9%.
Com a chegada da segunda geração do Duster, a expectativa da montadora, que cravou seu melhor ano no Brasil em 2019, é diminuir a diferença para os líderes em alguma medida ainda este ano e especialmente em 2021, quando também o Captur passará por suas primeiras mudanças.
Fotos: Divulgação/Renault
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