Multinacional alemã investe R$ 200 milhões em nova unidade fabril em Curitiba
A Horsch, fabricante alemã de máquinas e equipamentos agrícolas, anuncia investimento de R$ 200 milhões na construção de fábrica na Cidade Industrial de Curitiba (PR). A unidade, prevista para iniciar operações no início do ano que vem, encaminha planos da empresa de fortalecer presença no País e ser a base de fornecimento para a região da América do Sul.
A companhia não é propriamente nova no Brasil. Atua por aqui desde 2017 em um galpão alugado no bairro curitibano de Campo do Santana, fase inicial da Horsch onde já foi aplicado R$ 50 milhões. Com o novo aporte a empresa transferirá uma operação limitada a um galpão de 3 mil m² em terreno de 18 mil m² para uma área de 158 mil m², dos quais 32 mil m² de cobertos. A estimativa é de saltar dos atuais 120 funcionários para 400 em cinco anos.
“Estamos dando um passo de cada vez na medida em que superamos os desafios de desenvolver e adequar os produtos de acordo com as condições da região e necessidades do produtor”, observa Rodrigo Duck, diretor-geral da Horsch do Brasil. “O longo desses últimos anos, tivemos a oportunidade de entender o mercado antes de decidir, no ano passado, em investir no País.”
O aporte é proveniente de recursos próprios e, em um primeiro momento, proporcionará à empresa elevar a capacidade das atuais 200 plantadeiras/ano para 1 mil unidades ano com metas de dobrar o volume. “Cabe dizer que a nova unidade não produzirá somente plantadeiras, mas também outros produtos como pulverizadores e adubadoras.”
Atualmente a Horsch oferece ao produtor agrícola três produtos: as plantadeiras Maestro Evolution e Maestro Kompass, além da adubadora Evo CS, a única oferta ainda totalmente importada. “O investimento também nos permitirá ampliar parcerias com fornecedores locais para desenvolvimento de novos produtos para o Brasil”, conta Duck, lembrando que os equipamentos já produzidos aqui têm 60% de conteúdo local. “O objetivo é priorizar a capacidade interna.”
As metas da Horsch não se limitam somente a fortalecer presença no País, mas também de tornar a operação brasileira a mais importante da companhia no mundo. No faturamento global da empresa – ano passado alcançou € 473 mihões -, o Brasil participa por volta de 4%. “Por aqui a operação é recente, mas acreditamos que o maior faturamento, no futuro, virá do Brasil. Para aumentar produtividade, o produtor brasileiro busca cada vez mais tecnologia”, resume o diretor-geral.
LEIA MAIS
→Indústria de máquinas agrícolas e rodoviárias amplia nível de emprego
→Mercado de máquinas agrícolas e rodoviárias cresce 3,8% no ano
Foto: Horsch/Divulgação
Atualização no motor promete mais desempenho e agilidade para as operações urbanas
MDIC divulga ainda este mês as metas de ganho de eficiência energética até 2027, com…
No primeiro trimestre, empresa embarcou 255 mil veículos para dezernas de países
Na Europa, a espera chega a ser de 70 dias; em breve, freios acionados por…
No primeiro trimestre, picape já abre "um mês" de vantagem para o segundo colocado Polo