Empresa

Nissan segue atrás de dias melhores na América do Sul

Montadora investirá US$ 250 milhões em Resende e, mais uma vez, diz objetivar estar entre as três marcas mais vendidas

Se a Nissan confirmar, na prática, tudo o que diz que pretende alcançar na América do Sul é bom avisar a Stellantis, GM, Volkswagen, Hyundai e Toyota para que se cuidem. Afinal, apesar de ter detido meros 3,3% do mercado brasileiro de automóveis e comerciais leves e 4% na Argentina em 2021 — países responsáveis por mais de 70% dos licenciamentos na região —  a montadora reafirmou esta semana que seu objetivo é ser uma das três maiores em vendas.

Para traçar um objetivo desses, quando se sabe que a líder Stellantis tem participação dez vezes maior e as demais pelo menos o triplo, a Nissan deve ter não uma, mas várias cartas robustas na manga. Resta saber quais — além de modelos produzidos sobre a plataforma CMF-B compartilhada com a Renault — e quando finalmente serão colocadas sobre a mesa.

Até porque a ideia de galgar uma posição de mais destaque na América do Sul, enfatizada por Guy Rodríguez, presidente da Nissan América do Sul, não é uma novidade. “Queremos que a Nissan esteja entre as três maiores da América Latina. Temos capacidade e potencial para isso”, já afirmava o então presidente mundial da Aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, em 2016, ano de apresentação do Kicks e de vendas equivalentes a 3% do mercado brasileiro.

De lá para cá, quase nada mudou. A marca seguiu entre as últimas no ranking das 10 mais vendidas no Brasil. Já em 2014, quando inaugurou sua fábrica de automóveis em Resende, RJ, e também contava com a produção da Frontier no complexo industrial da Renault no Paraná, a empresa dizia almejar 5%  em 2016. Desde então, porém, sua maior fatia foi de 3,9%, registrada em 2018.

Nesta quarta-feira, 6, a Nissan anunciou aporte de cerca de US$ 250 milhões na planta do sul-fluminense para o triênio 2022-2025. O valor será utilizado para o início de produção de novos veículos, modernização de processos e aumento da capacidade produtiva do complexo.

Ainda que, como divulgado na época de sua inauguração, a unidade já teria capacidade de produzir até 200 mil veículos por ano. Nunca chegou nem perto disso. Segundo a Anfavea, o maior volume foi registrado também em 2018, 104,3 mil unidades.

Na terça-feira, 5, também fora revelada a reabertura do segundo turno de produção em Resende e igual medida na planta de Córdoba, na Argentina, onde é produzida a picape Frontier, que chegará às revendas brasileiras no fim deste mês. São movimentos importantes, mas para lá de tímidos para quem quer — ou recorrentemente anuncia querer — dar um salto poucas vezes vistos na história do setor.

LEIA MAIS

→ Nissan começa a vender Nova Frontier até o fim do mês

→ Frontier renovada é vital para o desempenho da Nissan no Brasil em 2022


Foto: Divulgação

Compartilhar
Publicado por
George Guimarães

Notícias recentes

Em reunião com Lula, GWM confirma 800 empregos diretos ainda este ano

O chairman Jack Wey convida o Presidente da República a prestigiar inauguração da fábrica de…

% dias atrás

Ford abre oportunidades para estagiários

Programa oferece 50 vagas para estudantes das áreas de Engenharia, Tecnologia e Humanas

% dias atrás

GAC aumenta investimentos e confirma produção de três veículos em Goiás

Montadora chinesa estaria negociando produção na fábrica da HPE em Catalão

% dias atrás

Vendas financiadas recuam e Anfavea teme pela alta dos juros

Balanço da B3 já indica desaceleração no acumulado do ano e Igor Calvet revela preocupação…

% dias atrás

Símbolo dos 10 anos de produção da Jeep, Renegade ganha série limitada

SUV já teve mais de 532 mil unidades licenciadas no Brasil

% dias atrás

Anfir: entrega de implementos rodoviários recua 3,7% no 1º quadrimestre.

Categoria de produtos pesados, o de maior volume, registra baixa de 10% no período

% dias atrás