Apenas 10% dos caminhões e ônibus negociados no primeiro quadrimestre foram produzidos neste ano
A mudança de fase do Pronconve do P7 para o P8, equivalente ao Euro 6, provocou acentuado desiquilíbrio entre as linhas de montagem e o mercado. Sem a demanda satisfatória e a obrigatoriedade de produzir somente veículos adequados à nova legislação, aumenta o desafio de ajuste na produção.
De acordo com levantamento da Anfavea, de todo volume de veículos pesados emplacados em 2023, de 44 mil unidades, somente 10,2% foram produzidos neste ano. Por segmento, de 36,4 mil caminhões negociados, apenas 4,3 mil foram de Euro 6, ou seja 11,8%. Em chassi para ônibus, o cenário é ainda mais dramático, de 7,6 mil unidades só 112 representaram produtos da nova fase.
“Considerando as ocasiões anteriores de mudança de legislação ambiental, o índice de participação dos novos produtos no mercado já deveria estar em torno de 40%”, observou Gustavo Bonini, vice-presidente da Anfavea, durante apresentação do balanço do setor automotivo na segunda-feira, 8. “O mercado ainda demora para reagir e se intensifica o movimento de adequação da produção.”
No último mês, nove montadoras anunciaram alguma medida para reduzir o ritmo de montagem, boa parte delas do segmento de pesados, casos da Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Iveco.
Os números não deixam dúvidas dos impactos no chão de fábrica. Em abril, os 7,2 mil caminhões produzidos representaram quedas de 41,1% em relação a março (12,3 mil unidades) e de 28% na comparação com o mesmo mês do ano passado (10 mil). No primeiro quadrimestre, a produção de caminhões Euro 6 alcançou 31,7 mil unidades, volume 28,6% inferior ao anotado um ano antes.
No segmento de ônibus, as fabricantes montaram no mês passado 1,6 mil chassis, 16,9% a menos em relação a março (1,9 mil unidades) e estável no confronto com abril de 2022, com leve alta de 0,2%. No acumulado dos primeiros quatro meses, o recuo chegou a 23%, de 7,3 mil para 5,6 mil unidades.
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Foto: Mercedes-Benz/Divulgação
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