Marcas chinesas investirão R$ 200 milhões para iniciar importação no primeiro trimestre
A julgar pela disposição expressa em seus pronunciamentos iniciais, as marcas Omoda e Jaecoo prometem ser mais duas pedras chinesas no sapato das tradicionais montadoras instaladas no Brasil e mesmo das recém-chegadas conterrâneas BYD e GWM.
Pertencentes à Chery, aqui constituíram a operação independente Omoda-Jaecoo Brasil, a O&J, e têm planos de montagem local após um breve período inicial de importação.
De imediato, a O&J assegura que terá seis SUVs com motorizações híbridas — podem ser flex — e elétricas nos próximos três anos, oferecidos em rede exclusiva de inicialmente 50 concessionárias e que poderá chegar a 150 casas até 2027.
A empresa escolheu como produtos pioneiros os SUVs Omoda 3, 5 e 7 e Jaecoo 5, 7, e 8 — Omoda 3 e o Jaecoo 5 ainda são desconhecidos, nem mesmo na China estão disponíveis ainda. Omoda 5 e SUV médio Jaecoo 7 serão os primeiros, chegarão no começo de 2025.
O prazo para o início das importações, na verdade, representa um atraso com relação à promessa inicial, revelada em novembro do ano passado, de começar a vender aqui já a partir deste segundo semestre. A empresa justificou que necessitou de mais tempo para adequação e homologação dos produtos.
Apesar de integrarem o mesmo conglomerado na China, aqui, em princípio, a O&J não guardará nenhuma relação com Chery, hoje representada no Brasil por meio da parceria com o Grupo Caoa.
A operação independente, afirma a O&J, demandará inicialmente R$ 200 milhões para contratação de pessoal, treinamento e marketing, recurso oriundo da O&J global. A ideia é vender até 30 mil veículos por ano.
“O investimento na representação local se pauta na estratégia global da empresa em expandir rapidamente em mercados tidos como chave, posicionando o Brasil como um dos pilares na região da América do Sul”, afirma a empresa.
A O&J deixa a entender que o intervalo entre o início das exportações e a constituição de uma linha de montagem CKD local será pequeno. Não descarta iniciar a produção, inclusive para exportação para outros países latino-americanos, talvez ainda em 2025.
Ao revelar esses planos na última semana em São Paulo, a O&J só não antecipou onde poderia estabelecer sua fábrica. De qualquer maneira, não de hoje corre a informação de que a unidade da Caoa-Chery em Jacareí, SP, fechada há dois anos, seria a primeira opção.
A futura linha de montagem, porém, exigirá novo aporte no País não divulgado, assim como, afirma nota oficial, “a data exata de inauguração, volumes e demais informações serão mantidas sob sigilo até concretização das análises”.
Foto: Divulgação
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