Depois de dois anos seguidos de quedas, as exportações de veículos iniciaram 2025 em elevação. Saíram do País em janeiro rumo a diversos mercados perto de 28,7 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, frota 52,3% maior do que a negociada  em igual mês de 2024.

Apesar de comemorar o resultado, Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, frisa que janeiro de 2024 foi um dos meses mais fracos para as exportações brasileiras nos últimos anos e que o faturamento de US$ 807,8 milhões, 30% maior na comparação anual, sugere que as montadoras enviaram produtos de menor valor agregado ou  desmontados.

Apesar disso, o crescimento é bastante relevante, na análise do dirigente, que em janeiro divulgou estimativa  de crescimento dos embarques de 7,4% neste ano, para algo próximo de 428 mil unidades.

Na verdade, apesar do recuo de 1,3% no ano passado, as exportações lentamente vêm se recuperando desde o início do segundo semestre do ano passado, com a recuperação de alguns mercados.

O avanço do mês passado foi creditado por Lima Leite quase que exclusivamente à Argentina, historicamente maior destino dos veículos brasileiros no exterior. O país vizinho comprou quase 68% de todos os veículos embarcados, 19,4 mil unidades, um salto de nada menos do 207% sobre janeiro de 2024.

O presidente da Anfavea espera que a Argentina, a despeito da atual conturbada conjuntura internacional e indefinições de políticas econômicas regionais e locais, siga como uma das principais molas das exportações brasileiras este ano.

Depois de girar nos últimos anos na faixa das 300 mil unidades, o mercado argentino superou 411 mil veículos em 2024, leve expansão de 1,1% sobre 2023. “Mas já se fala que pode alcançar de 550 mil a 600 mil unidades em 2025”, alerta Lima Leite.

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O segundo maior mercado internacional no mês passado foi o pequeno Uruguai, que comprou menos de 2,7 mil  veículos, ainda assim o dobro de Chile e Colômbia, países cujo consumo dos produtos brasileiros caiu 6% e 4%, respectivamente na comparação anual.

Em janeiro do ano passado, o México figurou como o segundo principal destino das exportações brasileiras, com mais de 3,8 mil unidades. Já em janeiro último, caiu para a quinta colocação com somente 778 veículos, queda da ordem de 80%.

Lima Leite justifica a preocupante quase paralisação dos negócios pela troca de linha de produtos, alguma sazonalidade nos embarques e por dois outros motivos: “A produção mexicana de veículos para o mercado interno aumentou, assim como as exportações para lá de outras regiões e montadoras”.


Foto: Divulgação

George Guimarães
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