O Grupo Renault vai desenvolver e produzir um veículo derivado do Twingo, projetado pela Nissan, para ser vendido pela marca japonesa. Além disso, deve adquirir 100% da RNAIP, empresa que ambas mantém hoje na Índia, com 51% de participação, atualmente, da Nissan.

Esses são dois dos três novos projetos estratégicos anunciados nesta segunda-feira, 31, pelas duas empresas. O acordo de princípios é complementado pela dispensa da Nissan de investir na Ampere, que projeta, fabrica, vende e desenvolve veículos elétricos. Manterá apenas os projetos de veículos já acordados.

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No caso da Índia, a companhia que passará a pertencer à Renault deve continuar produzindo modelos Nissan, incluindo o novo Magnite, em ação que visa ampliar a presença das duas marcas por lá.

Com relação ao derivado do Twingo, o projeto do novo veículo do segmento A para a Nissan será produzido pelo Grupo Renault, por meio da Ampere.

Conforme comunicado conjunto, o novo acordo da Aliança deve ser alterado para aumentar a flexibilidade de cada uma das duas empresas referente à sua participação cruzada, definindo a obrigação de mantê-la em 10% (em vez dos atuais 15%).

“Como parceiro de longa data da Nissan por meio da Aliança e seu principal acionista, o Grupo Renault tem um grande interesse que a Nissan recupere sua performance o mais rápido possível”, comenta Luca de Meo, CEO do Grupo Renault. “Com um mindset pragmático e com foco no negócio, discutimos sobre as soluções mais eficientes para apoiar o plano de recuperação da empresa e desenvolver oportunidades para criar valor para o nosso grupo”.

O executivo diz, ainda, que o acordo de princípios confirma a atratividade de produtos como o Twingo e a ambição da marca francesa de expandir operações nos mercados internacionais. “A Índia é um mercado-chave para a indústria automotiva e o Grupo Renault vai implementar um ecossistema e uma organização industrial eficientes no país””, garantiu Luca de Meo.

Ivan Espinosa, presidente e CEO da Nissan, por sua vez, disse que a empresa tem o compromisso de preservar o valor e os benefícios da  parceria estratégica na Aliança, implementando, ao mesmo tempo, medidas de recuperação para melhorar sua eficiência.

“Nossa meta é criar um modelo de negócio mais ágil e eficiente, que vai nos permitir reagir rapidamente às condições de mercado em constante mudança e manter a liquidez dos nossos investimentos futuros. Mantemos nosso compromisso com o mercado indiano para entregar veículos adaptados às necessidades dos consumidores locais, com vendas e serviços de primeiro nível para nossos clientes atuais e futuros”,  informou.

Segundo Espinosa, a Índia continuará sendo um hub para as equipes de pesquisa e desenvolvimento da Nissan: “Nossos planos para novos SUVs no mercado indiano continuam intactos e vamos continuar exportando nossos veículos para outros mercados de acordo com nossa estratégia de negócio ‘One Car, One World’ para a Índia”.


Foto: Divulgação/Ampere-Renault

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